Num Certo dia, numa bela tarde ensolarada, fui na casa de uma amiga de longa data que fazia um certo tempo que não via. Olhamos o uma para a outra, demos um belo sorriso, um abraço forte e daí tivemos uma agradável conversa. A sensação foi de que nunca tínhamos perdido o contato o contato, ou melhor, passado um período sem nos ver.
Tal experiência mostra que amizades verdadeiras não são aquelas que vivem grudadas, juntas o tempo todo, em todos os lugares e momentos do cotidiano. Até porque isso sufoca o outro, impede de alguém cultivar outras relações e esmaga a vida da pessoa. Amizade verdadeira não é nada disso. Um verdadeiro amigo é quele que é feliz com nossas conquistas, triste com as nossas adversidades, se importa conosco de verdade, nos aconselha quando necessário, nos disciplina, nos corrige ao errarmos, fala o que a gente precisa ouvir, não caprichos bobos e faz tudo isso por se preocupar em nosso bem-estar.
Com o decorrer do tempo, percebemos que não é hábitos, costumes e gostos em comum que importam numa sincera amizade. Passamos a enxergar que tais coisas são superficiais e passageiras. Porque estar ao lado de pessoas que nos amam, nos admiram e nos valorizam é a base mais sólida de uma autêntica amizade.



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